Forge of Empires

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Quase meio ano depois do meu ultimo artigo, volto a escrever uma análise para a APTDroid. A falta de tempo e também a falta de interesse por jogos na plataforma mobile fizeram com que estivesse tanto tempo sem escrever, no entanto, e depois de ter visto um anuncio na televisão acabei interessar-me em Forge of Empires, um jogo de estratégia que mistura conceitos de jogos como Civilization e Age of Empires mas em turnos e com elevados tempos de espera.

Em Forge of Empires o objectivo é controlar uma cidade e evoluir-la ao longo de várias eras, através de pesquisas de novas tecnologias, expandindo-a e combatendo contra outros jogadores.

O 2D isométrico dos gráficos do jogo, adapta-se extremamente bem ao estilo de jogo e conta com uma variedade enorme de edifícios e outras construções.

Jogar no telemóvel por vezes pode ser frustrante porque o ecrã é pequeno demais (mesmo usando um de 5”) para o mapa e iteração com o jogo. Felizmente é possível jogar através do pc, onde temos uma melhor percepção da área de jogo e apesar de haver algumas alterações na interactividade com o jogador, a experiência é a mesma. Um dos exemplo destas diferenças é a questão do mercado, onde o jogador poderá adquirir certos itens necessários para a evolução da civilização, e que na versão mobile este preenche já automaticamente a quantidade necessária, enquanto que na versão PC, isso já não acontece.

Mas enganam-se os que pensam que este jogo é fácil. O jogo requer estratégia e principalmente muito tempo de espera, uma vez que cada edifício leva um certo tempo para produzir os seus recursos. As casas produzem moedas, enquanto que outros edifícios de produção irão produzir mantimentos. Edifícios especiais irão produzir recursos especiais e ainda existem os edifícios culturais que irão trazer alegria à população da cidade. A felicidade é algo importante uma vez que aumenta a produção dos edifícios mas principalmente o ataque das tropas. Ou seja, se forem atacar uma outra cidade ou até mesmo participar na expedição da guilda, convém confirmar que têm a felicidade a 120%.

A música de fundo é apropriada para o estilo de jogo realçando sons medievais. Infelizmente a mesma acaba por ser irritante passado algum tempo, o que me levou a desligar o som.

A componente social também está presente no jogo através das Guildas. Estas permitem aos jogadores juntarem-se e ajudarem um ao outro.

Diamantes são a moeda especial do jogo. Estes podem ser adquiridos durante o jogo e servem basicamente para o desbloquear, quer seja porque não queremos esperar que um edifício leve horas a produzir um recurso ou porque queremos adquirir um recurso especial sem esperar que um outro jogador troque connosco ou até mesmo porque queremos curar já as tropas em vez de esperar horas. Este tipo de modelo de negócio é extremamente abundante hoje em dia na maioria dos jogos mobile, no entanto o modelo usado por Forge of Empiresnão estraga muito a experiencial de jogo, uma vez que é possível adquirir uma civilização forte sem o uso de diamantes.

Em forma de conclusão, o jogo é extremamente divertido e permite dois tipos de jogadores. Os mais casuais que apenas visitam o jogo de vez em quando e podem construir a sua civilização através de edifícios que levam mais tempo a produzir, e os jogadores mais hardcore e que estão sempre a jogar e podem construir a sua civilização com edifícios com tempos de produção mais reduzidos. Mas no final, independentemente do tipo de jogador que és, terás sempre que esperar que os teus edifícios terminem de produzir. No entanto podem estar descansados, porque o jogo é divertido e promete várias horas de divertimento.

Resumo da Análise

8.5 Muito Bom

Forge of Empires é um jogo extremamente divertido e com uma enorme componente social, que requer muita estratégia e tempo.

  • Jogabilidade 8
  • Gráficos 8
  • Música / Som 8
  • Divertimento 10
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Sobre o Autor

Nuno Viveiros é o administrador e criador do site APTDroid. Ele adora jogos, filmes, séries, musica, carros e tudo o que é gadgets.

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